Susan Morrison - Dif Broker

Susan Morrison


Quero começar por dizer que estou encantada por ser uma associada da DIF Broker e em particular no seu site DIF Woman. É realmente uma honra tanto para mim e como para Tammy DeRosier colaborar nesta coluna. Como certamente se recordam do que leram acêrca de Tammy, somos ambas analistas na Dorsey, Wright & Associates. Graças aos nossos muitos anos de experiência na DWA, podemos transmitir algum do nosso conhecimento e orientação quanto ao processo de decisão de investimento. Em última análise, o nosso objectivo é o de vos orientar no caminho correcto permitindo-vos transformar o vosso dinheiro em riqueza.

Ao começar a minha colaboração na DIF Mulher, acho interessante  começar por contar primeiro um pouco Acerca da minha experiência em Wall Street. Ao contrário de muitos dos meus colaboradores, eu não estava  no caminho da análise financeira. Quando começei em Wall Street, o meu caminho foi tudo menos linear. Na minha juventude nunca fui do tipo marrona. Em vez disso preferia brincar ou participar em qualquer desporto que na ocasião estivesse a decorrer. Dado o meu interesse pelo desporto e a minha participação no atletismo, tanto na escola como na universidade, deixei-me, inconscientemente enveredar pelo campo médico e especificamente para pela medicina no desporto. Tinha decidido ser médica - especificamente cirurgiã ortopédica, especializada na Medicina Desportiva.

Na escola, achei a disciplina de Ciências fascinante e sempre foi fácil para mim, enquanto evitava aulas ligadas às disciplinas financeiras e ria de qualquer sugestão que pudesse, por hipótese, ver-me enveredar por Negócios e Finanças. Foi só quando tive um encontro com Stuart Payne, um respeitado banqueiro, que os meus olhos (e mente) ficaram abertos para o mundo das Finanças. Foi um daqueles raros momentos na vida, o “clique”. Aquele que nos faz perceber o que o mundo tem para oferecer-nos – seja através da degustação de novos alimentos, provar novos sabores, viajar para terras exóticas, ter  coragem para mudar de visual ou alterar o rumo da vida, no meu caso especifico, para o mundo financeiro. É engraçado como a vida pode dar voltas inesperadas. Nunca acabamos onde começamos, mas ir por caminhos desconhecidos, pode ser uma experiêcia rica e compensadora. Assim, hoje, não estou a falar como médica mas em vez disso, beneficiei de uma notável carreira de 23 anos nos mercados financeiros e, mais especificamente, 20 anos com a Dorsey, Wright.

O meu envolvimento com DWA teve início em 1987, alguns meses após a fundação da empresa. Orgulho-me de dizer que fui a primeira associada de Tom Dorsey e Watson Wright. Enquanto estava a aprender e a crescer como analista, eu era uma estudante a tempo inteiro, que devorava as aulas de Finanças, Economia e lia livros sobre a análise Ponto e Figura. Estava determinada a concluir a minha licenciatura, estava na Virginia Commonwealth University, e consegui formar-me com honras em 1989. A minha vida na Universidade acabou por ser mais longa que a da maioria - com passagem por Medicina, e finalmente Finanças e Economia. Mas o essencial é que, em última análise, o objectivo havia sido atingido.

Foi como resultado do ingresso na Dorsey, Wright que percorri muitos caminhos e fui confrontada com multiplas dificuldades. Tinha que tomar muitas decisões e por vezes, os resultados eram inferiores ao  esperado, mas  foram estes que me levaram a ensinamentos valiosos. Para a maioria das mulheres o seu caminho na vida é uma linha recta. Mas, para algumas de nós, percorrer a estrada em menos tempo é vital, e pode fazer toda a diferença. O que eu quero focar é que não existe nenhuma fórmula, ou modelo, que as mulheres devam seguir para alcançar o sucesso. No entanto, nós podemos escolher o caminho a seguir na vida, estando dispostas a adaptarmo-nos às mudanças e circunstâncias que apareçam pelo caminho, estar de espírito aberto a novas experiências e aventuras.

Este mesmo olhar pode ser aplicado ao seu processo de investimento - uma vontade de se adaptar à evolução do mercado, embora possua uma mente aberta em relação ao modo de tomar as decisões de investimento. A capacidade de se adaptar à evolução do mercado é uma outra forma de dizer ("alocação táctica"). Muitos investidores e, possivelmente, você também, têm um intervalo grande, e uma abordagem "estratégica" nas decisões de investimento, não percebendo a importância de ser táctica no que diz respeito à afectação dos activos. Ao longo do tempo, através da DIF Mulher, vamos fornecer-lhe uma visão especifica e dar-lhe uma educação sobre a melhor forma de realizar esta tarefa muito importante -ser táctica. Por exemplo, existem métodos e ferramentas que lhe permitem determinar se é conveniente estar exposta a mais Obrigações e Renda Fixa  que Acções, ou se os investimentos em Mercados Emergentes ainda são mais vantajosos comparados com os resultados em acções americanas. Tudo muda no mercado, e você tem de se adaptar e ser dinâmica, em vez de, simplesmente, alterar a sua carteira uma vez por ano, ou em datas especificas de aniversário.  Assim como estilos de cabelo, calças, saias ou as nossas medidas mudam, também as condições dos mercados financeiros obedecem à mesma lei. As acções relacionadas com energia podem estar agora favorecidas neste ambiente, mas um dia virá e um outro sector irá apresentar-se como um claro líder. As saias curtas e as botas altas podem ser moda agora, mas quem sabe o que ditará a moda em 2008 ou 2009? Quando um certo estilo sai de moda, você está disposta a "taticamente" alterar as suas roupas de modo a refletirem as tendências actuais. Por que não fazê-lo com a sua carteira?

Agora vamos olhar para a segunda parte da nossa forma de actuação. Recomendo-vos que devem possuir uma mente aberta em relação ao modo de tomar as decisões de investimento. Uma crença antiga aceite em Wall Street é que a única forma de análise que realmente importa é a Análise Fundamental. Durante muitos anos, os estudantes de economia e gestão aprenderam como avaliar uma acção, ou mesmo uma empresa, com base nos seus indicadores fundamentais, tais como: ganhos por acção, fluxo de caixa, o retorno sobre o capital próprio, a receita, a gestão, os produtos, etc. Na Dorsey, Wright a nossa posição é que os fundamentais de uma empresa são apenas uma parte da resposta, e que, necessariamente,  a análise técnica deve ser parte integrante do seu processo de avaliação. Por isso, peço-lhe para ter um "espírito aberto" para algo novo.

Você também pode ser uma investidora que tenha apenas olhado para um dos lados da equação – para os dados fundamentais -  não se apercebendo do que a parte técnica tem para oferecer. Hoje, peço-lhes que considerem incorporar a análise técnica, e especificamente a metodologia Ponto & Figura, na vossa estratégia de investimento. Em vez de estar preocupada com os lucros, ou em saber quem é o Presidente de uma empresa, vamo-nos concentrar em algo muito mais simples – a variação do preço da acção de uma empresa determinada. Porque em última análise, não é o preço que mede o verdadeiro resultado, o de saber se você fez dinheiro com o seu investimento? Os lucros podem subir progressivamente numa empresa como a General Electric (GE), mas isso não significa necessariamente que o preço das ações está a subir. (Veja a Figura 1 abaixo). Em vez disso, no caso da GE, os lucros por acção continuaram a aumentar, enquanto que o preço das ações caíam 66%!

É evidente que, como o exemplo da GE sugere, existem limitações para a análise fundamental. Focarmo-nos no preço é fundamental para compreender o que faz mover o preço das ações. Um estudo feito pela Universidade de Chicago responde-nos sucintamente a esta pergunta. Conforme mostra o gráfico abaixo, 80% do risco de oscilação do preço de uma qualquer acção é imputável ao mercado e à indústria à qual a acção pertence, ou ao sector de actividade dessa mesma empresa. Apenas 20% do preço da acção se deve ao balanço ou à empresa em si. No entanto e ironicamente, a alocação típica de recursos (aplicação de capital), em Wall Street é precisamente a oposta. Cerca de 80% do dinheiro gasto em investigação é dedicada à análise fundamental sobre as próprias empresas, contra apenas 20% atribuídos à análise do mercado e do risco sectorial. (Ver Figura 2)

Com todas as informações acima descritas, não faz sentido trazer a análise técnica para o seu método de avaliação do investimento? Em particular, é preciso não só avaliar as acções em si, mas mais importante, é ter ferramentas que a ajudem a determinar o risco do mercado e do sector. Na Dorsey, Wright temos as ferramentas necessárias para realizar esta importante tarefa. Especificamente, criámos um "Plano de Investimento em Quatro Passos" para investir, um que nos leva a uma abordagem descendente. Hoje ofereço-lhe este Plano:

Ao terminar a nossa conversa de hoje, espero que tenha aprendido a importância de estar de espírito aberto em relação à sua estratégia de investimento e afectação dos activos. Tammy e eu passaremos algum tempo consigo. Teremos como objectivo ensinar-lhe mais detalhes sobre a forma de implementar este Plano. Em particular, vai aprender sobre os diferentes mercados, sectores e indicadores que são as pedras basilares para a nossa investigação na Dorsey, Wright. Venha nesta viagem connosco na DIF Mulher. Ela pode mudar a sua vida!