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Disclaimer: Gestão de Activos


A Dif Broker implementou um sistema de controlo interno que visa mitigar os riscos dos enviesamentos mais comuns na gestão de carteiras.

I.  Preliminarmente 

O nível de risco refletivo no exercício de discricionariedade do gestor de carteiras é definido em termos qualitativos numa escala de 1 a 6, em que 1 representa o risco mais baixo e 6 o risco mais elevado.

A gestão de carteiras reflete apenas as decisões dos seus gestores baseadas dentro da discricionariedade do seu juízo profissional e da estratégia declarada. Quando existam limitações específicas dessa discricionariedade a mesma é declarada.

Quando exista subcontratação da gestão discricionária da totalidade, ou de uma parte, dos instrumentos financeiros ou do dinheiro da carteira do cliente a mesma é expressamente indicada.

Não existiu ou existe qualquer acordo entre as eventuais empresas negociadas pelos gestores e os gestores, relativamente à negociação dos valores mobiliários representativos do seu capital social ou outros relacionados com a empresa.

Não há tratamento fiscal específico. O tratamento fiscal é da responsabilidade do cliente e depende das circunstâncias individuais deste.

Para permitir a avaliação do utente da informação relativamente ao desempenho da carteira, a Dif Broker estabeleceu vários métodos de avaliação, designadamente a classificação de risco da carteira, alocação da carteira, rentabilidades desde o início da carteira, início do ano, 365 dias, 180 dias, 90 dias e 30 dias quando existam, rácio de Sharpe, volatilidade e máximo drawdown.

Os resultados apresentados quando acompanhadas de gráficos incluem comissões de negociação, estando no entanto sujeitos às comissões, remunerações e encargos declarados, nomeadamente a comissão fixa de gestão e comissão de desempenho.

Para além da informação referida anteriormente, cada gestão de carteiras tem declarado os tipos de instrumentos financeiros suscetíveis de serem incluídos na carteira do cliente e os tipos de operações suscetíveis de serem realizadas sobre esses instrumentos financeiros, incluindo eventuais limites, os objetivos de gestão, quaisquer limitações e exceções às políticas de gestão declaradas. O cliente deverá ter sempre em consideração que resultados registados no passado não constituem garantia de resultados futuros.

A Dif Broker implementou um sistema de controlo interno que visa mitigar os riscos dos enviesamentos mais comuns na gestão de carteiras.

II.  Enviesamento na gestão de carteiras devido a style drift

O style drift (desvio de estilo) verifica-se sempre que o gestor de carteiras diverge do seu perfil e estilo de investimento declarado, nomeadamente quanto ao processo de investimento, geografia dos investimentos, disciplina de alocação e política de risco que estejam fora de eventuais exceções previstas e declaradas.

A mudança sistemática entre estratégias de investimento torna a gestão inconsistente e, geralmente, conduz a que os gestores acabem por aceitar tomar um maior risco do que aquele que foi previamente declarado de forma a compensar uma pior performance em termos de retorno. Observam ainda casos onde o desvio de estilo ocorre quando a performance supera em muito aquela que seria esperada face à estratégia declarada, em que o gestor simplesmente altera a estratégia para outra mais conservadora de forma a não correr mais riscos tentando assim preservar os retornos já alcançados mas incorrendo em “cash drag”.

De forma a garantir que a gestão de carteira de valores mobiliários segue a estratégia de investimento declarada, a Dif Broker estabeleceu um ponto crítico de controlo onde são monitorizados vários limites críticos, é verificada a estratégia e tomadas as ações corretivas adequadas.

III.  Risco de churning 

O risco de churning é o risco de abuso que consiste em fazer, por conta do cliente, transações inadequadas e quantitativamente injustificadas com o único objetivo de cobrar comissões, resultando assim em intermediação excessiva.

De forma a evitar o risco de churning e cumprir com o dever de evitar a intermediação excessiva (cfr. art.º. 310.º do Cód.V.M.), os gestores de carteira estão proibidos de receber comissões de negociação. Sendo que as únicas comissões que os gestores de carteira podem receber derivado do seu trabalho de gestão de carteiras são a comissão de performance e/ou uma comissão fixa.

IV.  Enviesamento das performances declaradas por survivorship

É farta a literatura onde são encontradas evidências de que as estratégias com pior performance são abandonadas pelos gestores de fundos, o que acaba por permitir a eliminação das piores estratégias no track record das sociedade gestoras para dar lugar a um track record com as melhores estratégias, resultando assim numa sobrestimação dos resultados passados.

A Dif Broker adoptou procedimentos que permitem mitigar eficazmente esse risco, evitando assim que a informação sobre as performances dos gestores disponibilizada no sítio da Internet da Dif Broker possam enviesar o juízo dos utentes da referida informação acerca da performance do gestor de carteira.

Para esse efeito, todas as estratégias publicadas que venham a ser abandonadas pelos gestores[1], permanecerão com as suas performances expostas no sítio da Internet da Dif Broker pelo período de 6 meses, tratem-se de estratégias com performances positivas ou performances negativas.

V.  Prevenções (“Disclaimer”)

A informação disponibilizada relativamente à gestão de carteiras tem carácter meramente informativo e particular, sendo divulgada aos utentes da mesma, apenas como mera ferramenta auxiliar na formação de um juízo fundamentado sobre a adequação (ou não) da referida gestão de carteiras ao seu perfil de investidor e objetivos de investimento, não devendo justificar, desencadear ou sustentar qualquer acção ou omissão e tão pouco substituir o julgamento do utente quanto ao risco económico-jurídico inerente à tomada de decisão de contratar o referido serviço de gestão de carteiras. 

A Dif Broker recusa qualquer paternalismo na tomada de decisão do utente da informação, sem prejuízo dos deveres e cuidados que lhe são impostos por lei, nomeadamente quanto à informação a prestar e aos testes de adequação a realizar.

[1] Uma estratégia pode ser abandonada por diversas razões, nomeadamente mas não exclusivamente, por saída do gestor da Dif (i.e. acidente, morte, entre outras), porque a estratégia deixou de ser adequada ao momento do mercado, questões regulatórias da atividade de gestão de carteiras ou mesmo do próprio mercado que retirem a vantagem associada a estratégia, etc.

 


 

Que níveis de risco tenho na gestão de carteiras.

O risco não é uma mistura de probabilidades de perda com a severidade dessa perda. O risco tem duas componentes que são a exposição e a incerteza. A gestão dessa incerteza é que é da exclusiva responsabilidade do gestor. A exposição consiste na alavancagem da carteira com a utilização de derivados, que existem nas carteiras de maior risco que na escala a DIF Broker estabeleceu são os niveis 4, 5 e 6 da escala de 6 niveis de risco que aqui se apresentam:

Risco 1
Carteira com activos em obrigações ou ETF de obrigações. Esta carteira não integra produtos derivados podendo estar longa ou em liquidez.

Risco 2
Carteira com activos em acções e ETF que permitem uma maior diluição do risco. A carteira ou está longa no mercado ou está em liquidez não tendo aplicações feitas em derivados ou futuros.

Risco 3

Carteira com acções, CFD de câmbios ou de acções podendo ou não incluir futuros. A utilização de derivados e futuros neste tipo de carteira não tem intuitos especulativos mas sim de protecção.

Risco 4

Carteira de derivados ou de futuros com uma alavancagem flexível permitindo ir até aos 40% de alavancagem e concentração de activos que pode ir até 20% do montante da carteira. A carteira pode também estar investida em acções, ETF, ADR.

Risco 5

Carteira de derivados ou de futuros com uma alavancagem significativamente superior que pode ir aos 70% de alavancagem e significativa possibilidade de concentração de activos que pode ir até 50% do montante da carteira. A carteira pode também estar investida em acções, ETF, ADR.

Risco 6

Carteira especulativa de derivados e futuros com alavancagem que pode ir aos 70% e possibilidade de concentração de activos que pode ir até aos 50% do montante da carteira. A carteira só está investida em derivados ou futuros e liquidez.

Na DIF acreditamos na transparência e na informação, acreditamos em coisas diferentes. De transparência não se fala mostra-se e sobre a informação procede-se da mesma forma. Tem agora os instrumentos necessários para atingir os seus objectivos financeiros e para poder decidir que tipo de riscos pretende assumir.